18.4.09

TEM DIAS QUE A GENTE SE SENTE

Dois dias longe de casa e parece que dois anos se passaram. Vim ao Rio a trabalho e aproveitei para ficar o final de semana por aqui. Dois austríacos estão a tiracolo. Interessante observá-los. Sim. Linda a geografia da cidade, bonitinha a carinha da menininha que mora na rua, a livraria, o centro, a arquitetura, os garotos jogando vôlei na praia, e tudo vai se direcionando para a única coisa que verdadeiramente os interessa; sexo. Sexo, sexo, sexo, é o que eles enxergam e querem, com alguns intervalos de aha, aha, cidade maravilhosa. Não sou puritano nem moralista, mas enche o saco, e o tempo passa e nada acontece de diferente. É isso e nada mais.

Um dos austríacos está lendo um dos livros do Paulo Coelho, não me lembro qual o título. Me contou que foi indicação de uma amiga e que o livro é um sucesso na Áustria. O outro trouxe um livro do Hermann Hesse. Tem lugar para todo mundo no balaio.

Como explicar o que é um homem negro, com quase dois metros de altura, cabelos oxigenados, gordo quase obeso, vestido com um biquíni de florzinhas? O sujeito trabalha num desses quiosques na praia e serve as pessoas carregando bandejinhas. Antes de entregar a bebida ao freguês, completa seu show rebolando sua enóóórme bunda na cara do coitado. Brasilien gastfreundlichkeit. Isso mesmo que você imaginou: hospitalidade brasileira.

Nenhum comentário: